Logo Studenta

No cenário das campanhas publicitárias a criação observa as características dos meios selecionados pelo planejamento de mídia para adequar a lingua...

No cenário das campanhas publicitárias a criação observa as características dos meios selecionados pelo planejamento de mídia para adequar a linguagem de cada peça. Portanto, não é a esse trânsito entre as mídias que se refere a proposta da narrativa transmídia, mas ao trânsito que resulta em expansão do conteúdo. A narrativa transmídia é considerada o resultado da articulação das distintas partes de uma grande narrativa, todas elas complementares e ligadas a esta. Cada uma está veiculada pela plataforma que melhor potencialize suas características expressivas. Por fazer parte da contemporaneidade na era das redes colaborativas, as comunicações entre os meios, entre os meios e os espectadores e entre os espectadores fortalecem as articulações da narrativa transmídia, como um movimento intensamente criativo e socializador. (Renó; Versuti; Gonçalves; Gosciola, 2011). A evolução dos meios de comunicação há muito introduziu em nosso vocabulário o termo “multimídia”, entendido como a somatória de muitos meios, não representando, necessariamente, a intersecção de diferentes linguagens na construção de uma narrativa complexa. Os processos comunicacionais multimidiáticos têm resultado em redundância de informação; a mensagem passa pelos diferentes meios, porém não se explora o que há de melhor em cada um deles, para que a mensagem se torne mais apurada ou mais complexa. Da mesma forma, os processos hiper-midiáticos, nos quais os links inseridos nos textos remetem a outras informações, por outros meios, levam à soma de informações, mas não a uma contaminação ou alteração da informação primeira. Esse conceito de “multi” vem sendo substituído, na atualidade, pelo conceito “trans”, que implica na contaminação, na transferência, na influência e na participação direta no conteúdo. Jenkins (2009, p. 138) ao apresentar Matrix como uma narrativa transmídia, explica que “uma história transmídia desenrola-se através de múltiplas plataformas de mídia, com cada novo texto contribuindo de maneira distinta e valiosa para o todo”. As possibilidades digitais têm sido exploradas comercialmente de muitas maneiras. Os sites de busca e as redes sociais têm facilitado o conhecimento do produto antes da sua aquisição, a compra virtual a cada dia ganha maior credibilidade do consumidor. O paciente conhece detalhes de sua doença antes mesmo de ouvir o especialista. O turista visita os roteiros de sua viagem antes de embarcar. A divulgação científica não é mais assunto restrito para impressos especializados, está em sites na web, nos programas de rádio e televisão, em vídeos educativos, em museus de ciências – são experiências que se somam aos conteúdos tradicionais. Dessas novas possibilidades de comunicação nasce também essa nova maneira de contar histórias, seja para o entretenimento, seja para a educação ou para o comércio. No contexto do jornalismo impera uma crise sobre o quê e como noticiar. Em época de transmissão em tempo real, de participação do cidadão na busca e na difusão da informação, a notícia quando impressa já é obsoleta. A busca por alternativas, por fugir de noticiar o ontem deve estar em descobrir novos formatos, o que inevitavelmente acarretaria em novos conceitos e novos objetivos do próprio jornalismo. Denis Porto Renó, jornalista e pesquisador da área, tem se empenhado em experiências que buscam no jornalismo transmídia alternativas para a inovação: [...] es posible, viable y necesario buscar una producción de reportajes transmedia, hasta porque la información factual, la noticia del ayer, ahora ES una tarea para la sociedad, la sociedad de la información, que deja de ser una fuente de los periodistas para se transformar en una fuente mediática. Ahora ellos son los medias. Si espera, con esto estudio, que la observación por la narrativa transmedia en el Periodismo sea una constante en la academia científica de las ciencias humanas (Renó, 2011). Tentativas rudimentares de experiências de transitar entre as mídias têm sido praticadas pela televisão, remetendo o telespectador à internet, com conversas com especialistas, convidados, dando continuidade à programação. As revistas impressas e jornais remetem aos portais, sites e blogs especializados para complemento da informação. Porém, tais experiências não resultam em narrativas transmídia, pois, as informações apenas se somam, mas não atravessam seus conteúdos, como se espera nesse tipo de narrativa complexa que caracteriza a narrativa transmídia. A experimentação e a interação têm sido os desafios comunicacionais propostos pela convergência midiática, o público que nunca foi passivo, hoje vivencia a possibilidade de participar da produção dos conteúdos. Na indústria do entretenimento e na publicidade as experiências transmidiáticas têm sido planejadas e exercidas com eficiência, como estratégia de conquistar o público e garantir o retorno esperado. A revista Isto É dinheiro, de 30 de Abril de 2010, trouxe uma entrevista com Jef Gomez, durante a realização do 1º Congresso Internacional do Livro Digital, em São Paulo, no período de 29 a 31 de março de 2010. Jef Gomez é apresentado como o pioneiro no uso de narrativas transmídias como alternativas para grandes empresas e grandes marcas, conscientes de que mudanças tecnológicas da sociedade e consequentes mudanças no relacionamento social exigem inovação na comunicação, no sentido de fortalecerem seus laços com os clientes. Gomez explica que é comum a confusão que faz com a crossmedia ou multiplataforma e alerta que no processo de narrativa transmidiática ou transmídia: [...] você estabelece a noção de que está comunicando mensagens, conceitos, histórias de forma que cada plataforma diferente de mídia possa contribuir com algo novo para uma narrativa principal. Além disso, ela convida o público a participar de alguma forma ou em algum momento. Então, uma boa narrativa transmídia é aquela que se espalha por diferentes mídias, sendo que uma delas é a principal em que a maioria das pessoas vai acompanhar e se divertir, sem a necessidade de seguir o todo, mas quem o fizer terá uma experiência mais intensa.(Gomez, apud Galo, 2010, online) Portanto, um projeto como esse só se constrói quando se pode gerar uma grande história, ou seja, pode se adequar a grandes empresas e marcas que têm essa história a ser contada. Caso contrário tudo pode parecer muito artificial de pouca credibilidade. É o mesmo que acontece em grandes campanhas publicitárias (mesmo as mais convencionais) quando se busca um grande conceito ou a associação de grandes figuras testemunhais vinculadas com marcas ou produtos pouco confiáveis –o resultado tende a ser catastrófico ou enganoso. Maurício Mota, pioneiro em projetos de narrativas transmídias, compartilha dessa ideia: Nem toda marca tem maturidade suficiente pra criar conteúdo próprio. Também não é qualquer marca que precisa de transmedia storytelling. Mas é claro que para se ter um bom projeto, precisa-se ter uma boa marca. Se você fizer uma boa história e o produto for ruim, não rola. É propaganda enganosa. (Mota, apud Simon, 2011, online) O processo de narrativa transmídia está inserido no contexto de revolução da informação, caracterizado pela colaboração, pela atuação voluntária do sujeito que participa da construção de um mosaico comunicacional, chamado de crowdsourcing ou sociedade colaborativa. A internet tem sido o palco dessa atuação e envolvimento dos conhecimentos coletivos e voluntários na criação de projetos inovadores que no contexto mercadológico pode gerar ligação mais direta entre a marca e o cliente, sujeito da história da qual participa. Muitas vezes, porém, tal alternativa torna-se apenas a busca de contenção de despesas, de mão-de-obra barata, longe de se considerar os benefícios da interação social como ganho de qualidade. Geofrey Long, uma das referências no estudo de transmídia e consultor de criação, pesquisador do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (mit), nos Estados Unidos, em entrevista a Marcus Tavares, da Revista Pontocom, quando da realização de um evento sobre educação no Brasil, em 2009, explica que a transmedia storytelling (narrativa transmídia)

Esta pregunta también está en el material:

Narrativas Transmedia
252 pag.

Teoria da Narrativa Universidad De La SabanaUniversidad De La Sabana

💡 1 Respuesta

User badge image

Ed IA de Studenta Verified user icon

La narrativa transmedia se refiere a la expansión del contenido a través de distintas plataformas de medios, donde cada una contribuye de manera única a la narrativa general. Se busca una interacción del público en la creación de contenidos y una experiencia más intensa para quienes siguen toda la narrativa. Es importante diferenciarla de la multimidia, donde la información puede ser redundante al no explorar las fortalezas de cada medio. La narrativa transmedia busca contaminar, transferir e influenciar directamente en el contenido, generando una experiencia más rica y participativa para el público.

0
Dislike0

✏️ Responder

FlechasNegritoItálicoSubrayadaTachadoCitaCódigoLista numeradaLista con viñetasSuscritoSobreDisminuir la sangríaAumentar la sangríaColor de fuenteColor de fondoAlineaciónLimpiarInsertar el linkImagenFórmula

Para escribir su respuesta aquí, Ingresar o Crear una cuenta

User badge image

Otros materiales

Otros materiales